A justiça restaurativa como dispositivo de pacificação penal

Autores

  • José Laurindo de Souza Netto TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Autor
  • Lara Helena Luiza Zambão TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Autor

Palavras-chave:

Justiça Restaurativa; Audiência de Custódia; Cultura da Pacificação; Sistema Penal., Restorative Justice; Custody Hearing; Culture of Pacification; Criminal Justice System.

Resumo

A Justiça Restaurativa vem se consolidando como uma expressão da
cultura da pacificação no âmbito penal, propondo um novo paradigma
entre ofensor, vítima e comunidade. Este artigo investiga a aplicação
nas audiências de custódia e nos centros de atendimento à vítima,
com base nas experiências dos Tribunais de Justiça do Paraná e do Rio
Grande do Sul. O estudo revela os avanços institucionais e normativos
na consolidação desses mecanismos, bem como os desafios de sua
integração ao sistema de justiça criminal. Em relação ao estado da arte,
utiliza-se a pesquisa qualitativa com a análise documental e o estudo de
casos institucionais. Os resultados demonstram que a implementação de
práticas restaurativas representa um avanço significativo na humanização
da justiça penal, promovendo a responsabilização ativa, a reparação de
danos e o fortalecimento comunitário. As experiências do TJPR, através
do Projeto Novas Pontes, e do TJRS, com o pioneiro Núcleo de Justiça
Restaurativa da Escola da AJURIS, evidenciam a viabilidade e eficácia
dessas práticas na construção de uma cultura de pacificação no sistema
de justiça criminal brasileiro.

Restorative Justice has been consolidating itself as an expression of the
culture of pacification within the criminal justice system, proposing a
new paradigm of relationship among offender, victim, and community.
This article investigates the practical application of Restorative Justice in
custody hearings and victim assistance centers, based on the experiences
of the Courts of Justice of Paraná and Rio Grande do Sul. The study
reveals both institutional and normative advances in the consolidation
of these mechanisms, as well as the challenges of integrating them into
the criminal justice system. Regarding the state of the art, a qualitative
methodology is employed, combining documentary analysis and case
studies. The results demonstrate that the implementation of restorative
practices in custody hearings and victim support services represents a
significant step toward the humanization of criminal justice, promoting
active accountability, reparation of harm, and community empowerment.
The experiences of the Paraná Court of Justice, through the Novas Pontes
Project, and the Rio Grande do Sul Court of Justice, with the pioneering
Restorative Justice Center of AJURIS School, highlight the feasibility and
effectiveness of such practices in building a culture of pacification within
the Brazilian criminal justice system.

Biografia do Autor

  • José Laurindo de Souza Netto, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ

    Juiz Estadual do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, desde 1989. Desembargador do
    Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, desde 2010. Presidente do Tribunal de Justiça do
    Estado do Paraná (Biênio 2021 - 2022). Presidente do Conselho de Presidentes dos Tribunais
    de Justiça do Brasil (CONSEPRE (Biênio 2021 - 2022). Bacharel em Direito pela Pontifícia
    Universidade Católica do Paraná (1982). Mestrado em Direito pela Universidade Federal do
    Paraná (1998). Doutorado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (2000). Estágio
    Pós- doutorado (2004), junto ao departamento de sociologia da Faculdade de Direito da
    Universidade Degli Studi di Roma “La Sapienza”, em programa de vinculado ao Ministério da
    Educação - Capes. Membro da Academia Paranaense de Letras Jurídicas. 2º Vice-Presidente do
    Tribunal de Justiça do Paraná (Biênio 2019 - 2020). Presidente do NUPEMEC. Presidente do
    Tribunal de Justiça do Paraná no biênio 2021/2022. Foi Diretor Geral e supervisor pedagógico
    da Escola da Magistratura do Paraná sendo coordenador científico de cursos de formação
    inicial e continuado para Magistrados junto a EMAP. Foi Coordenador Regional da Escola
    Nacional da Magistratura (ENM). Foi Presidente da 8ª e da 3ª Câmara Cível. Foi membro
    do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Membro do Corpo Editorial da
    Revista de Estudos Jurídicos e Sociais da UNIPAR. Membro do Corpo Editorial da Revista
    da Universidade Estadual de Londrina. Membro Fundador do Instituto Paranaense de Direito
    Processual. Professor Titular no Programa de Mestrado e Doutorado do Centro Universitário
    Curitiba - UNICURITIBA.
    Lattes: http://lattes.cnpq.br/8509259358093260

  • Lara Helena Luiza Zambão, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ

    Doutoranda e Mestre em Direito Empresarial e Cidadania pelo Centro Universitário Curitiba
    (UNICURITIBA). Atua como assessora jurídica no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.
    Integra a Coordenação Editorial da Revista Científica Gralha Azul (TJPR). Autora de artigos
    nas áreas de Direito Empresarial e Tecnologia.
    Lattes: http://lattes.cnpq.br/3729180376020433

Publicado

2026-02-26