Legitimidade da Pessoa Física no Processo Coletivo

Autores

  • Daniela Amaral dos Reis Autor

Palavras-chave:

Processo coletivo. Legitimidade. Representatividade adequada. Acesso à justiça

Resumo

A tutela dos direitos supraindividuais sofre novos desafios. Suas
peculiaridades exigem adaptações nos institutos tradicionais do processo civil,
como no da legitimação. Nos processos coletivos, esta é mais aberta, na medida em
que é dado a um porta-voz falar em juízo em nome dos interesses de um grupo,
categoria ou coletividade. Isso abre margem a possíveis abusos que podem
representar empecilhos a uma tutela satisfatória desses direitos. Grande parte da
doutrina aponta a proposta da ampliação do rol de legitimados das ações coletivas,
incluindo a pessoa física, com concomitante controle ope judicis da representatividade
adequada, como uma medida capaz de ampliar o acesso à justiça aos interesses
transindividuais. O objetivo deste trabalho é expor esses argumentos doutrinários
e analisar em que medida eles podem realmente concorrer para que o processo
coletivo atinja, em sua plenitude, todos os seus fins.

Biografia do Autor

  • Daniela Amaral dos Reis

    Mestre em Filosofia Política pela Universidade de São Paulo. Especialista em Direito
    Processual Civil pela Faculdade de Direito de Sorocaba. Advogada. Professora da Faculdade de Direito
    de Sorocaba. Professora da Graduação e da Pós-Graduação da ESAMC Sorocaba

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Publicado

2026-06-02